Publicado em: 17/04/2026 às 08:00hs
No dia 9 de abril de 2026, no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), unidade do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), foi realizado, em Manaus – AM, o lançamento do Centro de Inovação Biotecnológica para Recuperação de Áreas Degradadas (CIBRAD). O CIBRAD se posiciona como um centro de referência na adoção de tecnologias disruptivas para recuperação de áreas degradadas. Além de dar continuidade às iniciativas do projeto NanoRad´s, agora em sua segunda versão, o centro incorpora novos projetos que ampliam o portfólio de ações com o propósito de impulsionar o setor de produção florestal a partir de plantios em áreas degradadas. Entre as novidades, destaca-se o projeto Amazon Gene Bank, que visa à estruturação de bancos de germoplasma de espécies florestais e de microrganismos, aliado à criação de um robusto banco de dados geoespacial de matrizes de árvores de dez espécies nativas, além da ampliação do projeto de nanobiotecnologia em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV), Funarbe e demais instituições.
Novo centro no INPA reúne governo, ciência e empresas para acelerar a recuperação florestal na Amazônia com a adoção de biotecnologia e de nanomoléculas.
Em ordem, estão o diretor do INPA - Henrique Pereira, representante do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Dorival da Costa dos Santos,
o coordenador do CIBRAD e vice-coordenador do INCT Fisiologia do Estresse em Plantas - José Francisco de Carvalho Gonçalves
e a Gerente Geral de Tecnologia da Shell Brasil, Manoela Lopes. Foto: https://www.gov.br/inpa/pt-br.
A iniciativa surgiu a partir da parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA/MCTI) e a Shell Brasil, integrando governo, comunidade científica, instituições federais, empresas e startups para desenvolver e ampliar pesquisas que impulsionam a recuperação de áreas degradadas na Amazônia. O CIBRAD conta com projetos desenvolvidos em instituições de pesquisa dos nove estados da Amazônia Legal, além de instituições parceiras como a UFV e Funarbe. As pesquisas têm foco em dez espécies florestais do bioma amazônico já com cadeias produtivas estabelecidas, como castanheira-da-Amazônia, andiroba, seringueira, cumaru, copaíba e mogno. Nesse contexto, o CIBRAD representa um espaço voltado ao desenvolvimento de soluções biotecnológicas para reflorestamento e para apoiar cadeias florestais produtivas sustentáveis, relacionadas ao mercado de carbono.
O centro é coordenado pelo pesquisador do INPA José Francisco de Carvalho Gonçalves, que também atua como vice-coordenador do INCT Fisiologia do Estresse em Plantas. Segundo ele, “o CIBRAD se propõe a implementar não só o processo de domesticação de novas espécies, mas também de espécies que já têm cadeias produtivas consolidadas. Isso significa incorporar processos de melhoramento genético e produzir número suficientes de propágulos para reflorestar grandes áreas e impactar não só o mercado de carbono, mas a indústria de produtos e processos”.
Pesquisador José Francisco de Carvalho Gonçalves, Coordenador do CIBRAD. Foto: Kaylane Golvin/Ascom INPA.
Ainda no evento, aconteceu a renovação do projeto Nanobiotecnologia para Recuperação de Áreas Degradadas da Amazônia (NANORAD’s) agora 2.0, garantindo sua ampliação e continuidade também no campus da UFV, com sede na Unidade de Crescimento de Plantas (UCP), do Departamento de Biologia Vegetal da UFV, com a participação dos professores Adriano Nunes Nesi, Wagner Araújo, Wagner Otoni e Agustin Zsögön. A iniciativa também conta com a participação dos professores Igor Rodrigues de Assis, do Departamento de Solos, Mateus Santana, do Departamento de Microbiologia, e da professora Hewlley Maria Acioli Imbuzeiro, do Departamento de Engenharia Agrícola da Universidade Federal de Viçosa. Essa iniciativa avalia os efeitos de nanopartículas de carbono, desenvolvidas com tecnologias sustentáveis, no estabelecimento e crescimento de espécies nativas em áreas de solo em regeneração. Com isso, amplia-se o potencial de aplicação prática e fortalece-se o ecossistema de inovação para recuperação florestal na Amazônia com forte participação dos pesquisadores do INCT Fisiologia do Estresse em Plantas e da UFV como um todo.
No evento de lançamento do CIBRAD foi ratificada a parceria entre o INPA e o INCT Fisiologia do Estresse em Plantas para intensificar a colaboração científica, promover o intercâmbio de pesquisadores e estudantes, e desenvolver projetos conjuntos voltados à compreensão dos mecanismos de resposta ao estresse em plantas cultivadas em áreas degradadas, incluindo estudos com nanopartículas de carbono, especialmente em espécies de interesse para a região amazônica. Na mesma ocasião, o coordenador do INCT também se reuniu com representantes de empresas associadas ao CIBRAD Nanorads, visando ampliar as possibilidades de cooperação com o setor produtivo com destaque para a empresa Krilltech e BR Algas, que já desenvolvem pesquisa no INPA com suporte do INCT Fisiologia do Estresse em Plantas. Além disso, os pesquisadores do INCT, no âmbito dessa importante parceria, têm participado efetivamente de publicações, orientações de dissertações e teses, além do depósito de patentes e atração de novas empresas interessadas em investir na recuperação de áreas degradadas no Brasil.
Parcela do projeto NANORAD’s em Manaus, onde são feitos os plantios e experimentos com nanopartículas de carbono (arbolina)
em diferentes espécies nativas da Floresta Amazônica. Foto: Arquivo NanoRad´s/Ascom INPA.
Saiba mais em:
Lançamento do CIBRAD no INPA | Projeto NanoRad’s | Shell Brasil